terça-feira, 25 de outubro de 2011

Entre a Fé e a Confiança

A confiança constitui uma virtude imprescindível à vida humana equilibrada e proveitosa.
Ela possui vários desdobramentos.
Aproxima-se da fé em Deus, em Sua sabedoria e em Sua justiça.
Alicerçado nesse sentimento, o homem encontra forças para vencer os desafios que se apresentam em seu caminho.
Ele não se sente vítima de acasos ou azares.
Entende que sua vida segue uma fecunda programação de aprendizado e aperfeiçoamento.
Nesse contexto, as dificuldades representam oportunidades benditas.
Mediante elas, reajusta-se com o passado e habilita-se para o futuro.
A vida atual é uma ponte entre duas realidades.
O ontem, com os equívocos próprios de uma época de aprendizado.
O futuro, rico de promessas de alegria e sublimação.
Mas a confiança também se refere à ciência das próprias possibilidades.
Ela deriva da fé na Sabedoria Divina.
Se Deus consentiu com dada experiência no viver de uma criatura, é porque ela pode dar conta.
Não se fala, obviamente, das desgraças que o homem semeia no próprio caminho.
Mas do que surge inelutável, malgrado a conduta reta e equilibrada.
O homem, a par de uma forte fé em Deus, necessita confiar nas próprias forças.
Ciente de seu destino sublime, ele precisa acreditar que consegue lidar com seus problemas.
Não é uma vítima indefesa ou um fraco.
É um Espírito imortal, rico de experiências e de potenciais.
Ciente de que pode, incumbe-lhe encontrar os meios.
Diante de dificuldades, ao ser humano não é lícito assumir a postura de derrotado.
Também não é digno transferir o peso do próprio fardo a terceiros.
Cada qual tem as suas tarefas.
O amparo mútuo é possível e louvável.
Mas jamais se pode impor ao semelhante que arque com o peso da vida alheia.
Urge estudar, trabalhar, refletir e orar.
Com a alma asserenada pela certeza de que pode vencer, agir com firmeza para isso.
Quem não acredita em si mesmo é um derrotado de antemão.
Mesmo que lute um pouco, não logra superar eventuais derrotas.
Já o crente nas próprias forças, ainda que caia, logo se levanta.
Assim, sem confiança, o homem nada faz de relevante.
Porque tudo o que possui importância não surge e nem se realiza de forma rápida.
Sempre é necessário esforço, treino e paciência.
Sem a certeza de que é possível, falta coragem para trilhar as etapas necessárias à realização final.
Se o sucesso não se dá imediatamente, as forças falecem.
Ciente disso, desenvolva confiança em si mesmo.
Analise detidamente seus recursos e invista neles.
O resultado do esforço sério e metódico haverá de surpreendê-lo.
Redação do Momento Espírita.
Em 25.10.2011.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

SINTOMAS DA MEDIUNIDADE

Sintomas de Mediunidade 1

Manoel P. de Miranda (espírito)

A mediunidade é faculdade inerente a todos os seres humanos, que um dia se apresentará ostensiva mais do que ocorre no presente momento histórico.

À medida que se aprimoram os sentidos sensoriais, favorecendo com mais amplo cabedal de apreensão do mundo objetivo, amplia-se a embrionária percepção extrafísica, ensejando o surgimento natural da mediunidade.

Não poucas vezes, é detectada por características especiais que podem ser confundidas com síndromes de algumas psicopatologias que, no passado, eram utilizadas para combater a sua existência.

Não obstante, graças aos notáveis esforços e estudos de Allan Kardec, bem como de uma plêiade de investigadores dos fenômenos paranormais, a mediunidade vem podendo ser observada e perfeitamente aceita com respeito, face aos abençoados contributos que faculta ao pensamento e ao comportamento moral, social e espiritual das criaturas.

Sutis ou vigorosos, alguns desses sintomas permanecem em determinadas ocasiões gerando mal-estar e dissabor, inquietação e transtorno depressivo, enquanto que, em outros momentos, surgem em forma de exaltação da personalidade, sensações desagradáveis no organismo, ou antipatias injustificáveis, animosidades mal disfarçadas, decorrência da assistência espiritual de que se é objeto.

Muitas enfermidades de diagnose difícil, pela variedade da sintomatologia, têm suas raízes em distúrbios da mediunidade de prova, isto é, aquela que se manifesta com a finalidade de convidar o Espírito a resgates aflitivos de comportamentos perversos ou doentios mantidos em existências passadas. Por exemplo, na área física: dores no corpo, sem causa orgânica; cefalalgia periódica, sem razão biológica; problemas do sono - insônia, pesadelos, pavores noturnos com sudorese -; taquicardias, sem motivo justo; colapso periférico sem nenhuma disfunção circulatória, constituindo todos eles ou apenas alguns, perturbações defluentes de mediunidade em surgimento e com sintonia desequilibrada. No comportamento psicológico, ainda apresentam-se: ansiedade, fobias variadas, perturbações emocionais, inquietação íntima, pessimismo, desconfianças generalizadas, sensações de presenças imateriais - sombras e vultos, vozes e toques - que surgem inesperadamente, tanto quanto desaparecem sem qualquer medicação, representando distúrbios mediúnicos inconscientes, que decorrem da captação de ondas mentais e vibrações que sincronizam com o perispírito do enfermo, procedentes de Entidades sofredoras ou vingadoras, atraídas pela necessidade de refazimento dos conflitos em que ambos - encarnado e desencarnado - se viram envolvidos.

Esses sintomas, geralmente pertencentes ao capítulo das obsessões simples, revelam presença de faculdade mediúnica em desdobramento, requerendo os cuidados pertinentes à sua educação e prática.

Nem todos os indivíduos, no entanto, que se apresentam com sintomas de tal porte, necessitam de exercer a faculdade de que são portadores. Após a conveniente terapia que é ensejada pelo estudo do Espiritismo e pela transformação moral do paciente, que se fazem indispensáveis ao equilíbrio pessoal, recuperam a harmonia física, emocional e psíquica, prosseguindo, no entanto, com outra visão da vida e diferente comportamento, para que não lhe aconteça nada pior, conforme elucidava Jesus após o atendimento e a recuperação daqueles que O buscavam e tinham o quadro de sofrimentos revertido.

Grande número, porém, de portadores de mediunidade, tem compromisso com a tarefa específica, que lhe exige conhecimento, exercício, abnegação, sentimento de amor e caridade, a fim de atrair os Espíritos Nobres, que se encarregarão de auxiliar a cada um na desincumbência do mister iluminativo.

Trabalhadores da última hora, novos profetas, transformando-se nos modernos obreiros do Senhor, estão comprometidos com o programa espiritual da modificação pessoal, assim como da sociedade, com vistas à Era do Espírito imortal que já se encontra com os seus alicerces fincados na consciência terrestre.

Quando, porém, os distúrbios permanecerem durante o tratamento espiritual, convém que seja levada em conta a psicoterapia consciente, através de especialistas próprios, com o fim de auxiliar o paciente-médium a realizar o autodescobrimento, liberando-se de conflitos e complexos perturbadores, que são decorrentes das experiências infelizes de ontem como de hoje.

O esforço pelo aprimoramento interior aliado à prática do bem, abre os espaços mentais à renovação psíquica, que se enriquece de valores otimistas e positivos que se encontram no bojo do Espiritismo, favorecendo a criatura humana com alegria de viver e de servir, ao tempo que a mesma adquire segurança pessoal e confiança irrestrita em Deus, avançando sem qualquer impedimento no rumo da própria harmonia.

Naturalmente, enquanto se está encarnado, o processo de crescimento espiritual ocorre por meio dos fatores que constituem a argamassa celular, sempre passível de enfermidades, de desconsertos, de problemas que fazem parte da psicosfera terrestre, face à condição evolutiva de cada qual.

A mediunidade, porém, exercida nobremente se torna uma bandeira cristã e humanitária, conduzindo mentes e corações ao porto de segurança e de paz.

A mediunidade, portanto, não é um transtorno do organismo. O seu desconhecimento, a falta de atendimento aos seus impositivos, geram distúrbios que podem ser evitados ou, quando se apresentam, receberem a conveniente orientação para que sejam corrigidos.

Tratando-se de uma faculdade que permite o intercâmbio entre os dois mundos - o físico e o espiritual - proporciona a captação de energias cujo teor vibratório corresponde à qualidade moral daqueles que as emitem, assim como daqueloutros que as captam e as transformam em mensagens significativas.

Nesse capítulo, não poucas enfermidades se originam desse intercâmbio, quando procedem as vibrações de Entidades doentias ou perversas, que perturbam o sistema nervoso dos médiuns incipientes, produzindo distúrbios no sistema glandular e até mesmo afetando o imunológico, facultando campo para a instalação de bactérias e vírus destrutivos.

A correta educação das forças mediúnicas proporciona equilíbrio emocional e fisiológico, ensejando saúde integral ao seu portador.

É óbvio que não impedirá a manifestação dos fenômenos decorrentes da Lei de Causa e Efeito, de que necessita o Espírito no seu processo evolutivo, mas facultará a tranqüila condução dos mesmos sem danos para a existência, que prosseguirá em clima de harmonia e saudável, embora os acontecimentos impostos pela necessidade da evolução pessoal.

Cuidadosamente atendida, a mediunidade proporciona bem-estar físico e emocional, contribuindo para maior captação de energias revigorantes, que alçam a mente a regiões felizes e nobres, de onde se podem haurir conhecimentos e sentimentos inabituais, que aformoseiam o Espírito e o enriquecem de beleza e de paz.

Superados, portanto, os sintomas de apresentação da mediunidade, surgem as responsabilidades diante dos novos deveres que irão constituir o clima psíquico ditoso do indivíduo que, compreendendo a magnitude da ocorrência, crescerá interiormente no rumo do Bem e de Deus.

(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, no dia 10 de julho de 2000, em Paramirim, Bahia).

(Jornal Mundo Espírita de Março de 2001)







Mediunidade Através dos Tempos


Dalisio Salati

Os povos adâmicos foram os primeiros a habitantes da terra que despertaram perante a responsabilidade de cada um, tanto moral como espiritual ou material, tanto é que Deus disse-lhes que daquele momento em diante deveriam ganhar o pão de cada dia com o trabalho de seus próprios braços. E Caim, após o fratricídio de Abel também ouviu a voz .que o maldizia pelo crime que havia praticado. Daí seguiram-se os descendentes daquele grande povo, muitos deles recebiam os espíritos, outros ouviam as vozes, outros viam os espíritos, tanto seres inferiores como também superiores. Lot também teve um diálogo muito prolongado com o Anjo de Deus quando recebeu ordem de abandonar, junto com sua mulher, a cidade de Sodoma.

Era tanta a facilidade que os homens e mulheres recebiam os espíritos que, sob aquelas aparições e manifestações aquele povo costumava negociar, fazer previsões sobre o futuro, fazendo jogatinas de todas as espécies e avultadas transações.

Noé, o grande patriarca, também viu e ouviu o anjo do Senhor, que o preveniu que construísse uma casa apropriada para que ele e seus descendentes não fossem atingidos pelo fenômeno pluvial que iria aparecer.

Moisés, o grande legislador hebreu, recebeu do Alto a incumbência de livrar o seu povo da escravidão dos Faraós e com um sinal do seu bastão fez com que as águas do Mar Vermelho se abrissem em dois lados, paralisando o seu curso pelo espaço de tempo necessário para que alguns milhares de israelitas passassem de uma margem para outra, e logo consumada a travessia, com outro sinal as águas se uniram novamente voltando ao seu estado normal como de costume.

Conta-nos a história que a travessia do deserto foi de grande sofrimento, marchando Moisés com o seu povo muitíssimo tempo sem comida e sem água. Estavam todos descontentes e percebendo que uma conspiração estava sendo tramada contra ele chamou os seus protegidos aos pés de uma coliga e com o mesmo bastão que havia ferido as águas, feriu uma rocha de pedra e com a admiração de todos jorrou água pura e cristalina em abundância para todos se refrescarem matando sua sede. Levantou Moisés suas mãos ao Alto pedindo comida e eis que de um momento para outro surgiu uma revoada de filhotes de codornas e outros pássaros, em quantidade tão grande que deu para aquele povo se alimentar e fazer provisões para muito tempo.

Mais adiante, Moisés pede novamente comida e numa bela manhã apareceram os prados circunvizinhos cobertos de espessuras de diversos centímetros de uma massa alimentícia que a recolheram para guardar e alimentarem-se até o final da viagem. Por ser tal massa de um sabor adocicado deram-lhe o nome de Maná e Mel.

Logo acomodado na Terra Prometida os seus protegidos e precisando de melhores esclarecimentos, Moisés subiu ao Monte Sinai onde novamente recebeu outra comunicação do Espírito do Senhor que lhe ditou a Taboa da Lei, que são os Mandamentos de Deus, para serem ministrados ao seu povo, mandamentos estes que perduram até hoje e perdurarão por toda a eternidade.

Profetizaram Jeremias, Isaias, Abrão, Isac, Jacob e Arão, Salomão com toda á sua glória recebeu a voz de justiça que ainda hoje é conhecida como a justiça de Salomão. De sorte que as 60 gerações do povo adâmico até Malaquias quasi todas profetizaram como medianeiras inconscientes não podendo, entretanto, conhecer ainda a lei de tal fenômeno.

Elias, o grande profeta zesbita também era inconsciente da sua responsabilidade, mesmo com acalma com que salvou uma mulher e o filho do desespero. Mais vezes atraiu o fogo queimando os soldados que queriam prendê-lo. Eliseu inconscientemente afirma ter visto Elias sendo arrebatado para o céu em carro de fogo; mas logo também afirma ter visto os corpos dos soldados que há muito tempo foram vencidos e que ali haviam sido sepultados e que ao brado de outra batalha no mesmo lugar, se levantaram, pegando suas armas e combatendo ao lado de outros soldados contra o secular inimigo.,

Mais tarde, todos aqueles que profetizaram, os chamavam de pitões, mesmo a pitoniza de Endor que, à noite, foi procurada pelo Rei Saul, para consultar a Samuel. Foram também inconscientes Confúcio; Buda, Krisma, Maomet, que foram os grandes sacerdotes e reformadores. Recebiam também instruções do Alto, Pitágoras, Platão, Diógenes, Pigmaleão, Plutarco, Aristóteles que eram tidos como sábios.

Mais tarde aparece o Anjo a Zacarias anunciando-lhe o nascimento de João em seguida o mesmo Anjo anuncia a Maria que ela seria a mãe de Jesus.

Enquanto crescia, Jesus aparece no templo de Jerusalém, discutindo com juízes e sacerdotes daquele tempo, dando muito que pensar, de onde viriam as eruditas palavras pronunciadas pelo filho do carpinteiro. Logo adulto, João, com a voz forte como um trovão, pregava no deserto e na beira do rio Jordão para que se aparelhassem o caminho do Senhor e endireitassem s veredas anunciando a vinda do Salvador, ensinando e mergulhando aquele povo as águas do Jordão.

O Rabi havia atingido os 30 anos e 3 com o nome de Jesus Cristo, quando pareceu novamente no cenário mundial e, esta vez, com mais conhecimento e coragem ministrando a todos o cumprimento da Lei de Deus e dando por terminada a era Mosaica, destruindo todas as leis que eram o homem.

Eu irei, disse Ele, restabelecer a Lei Divina e dar cumprimento às Escrituras azando-vos como boa nova a notícia fiel a imortalidade da alma e o convite aos gêmeas de boa vontade para trabalharem a grande Seara do Pai.

Chamou a si os doze homens nos quais por certo, reconheceu a grandeza de ias almas e os elevados predicados de que eram possuidores. Transformou logo água em vinho nas bodas de Canaá; fez a multiplicação dos pães e peixes, curou paralíticos, deu vista a cegos, ressuscitou Lázaro, curou a filha da viúva de Naim, expulsou uma legião de espíritos maus e dizia àqueles que o cercavam, «si vós quiserdes no futuro podereis fazer tudo o que eu faço e ainda mais». Querendo saber Jesus si os apóstolos estavam a altura . da missão que iam receber lhes perguntou: - Quem dizeis vós que eu sou ? Fez-se então um grande silêncio 1 Pedro respondeu: - És filho de Deus ,vivo; responde, então, Jesus: Pedro ! Não foi a carne que te revelou, nem tão pouco a tua inteligência, mas sim meu Pai que está no céu e sobre esta revelação que é firme como a rocha de granito edificarei a minha igreja e tudo o que com esta revelação ligardes na Terra também será ligada no Céu. Tenho muitas coisas a vos dizer mas não sois ainda aptos para compreender : mais tarde, porém, recebereis o Espírito Consolador que vos ensinará toda verdade. É preciso que eu vá para vosso bem, mas logo que eu for açoitado e morto irei primeiramente a meu Pai e voltarei entre vós para dar testemunho de mim.

Crucificado, o Mestre voltou e mostrando-se à Maria e outras mulheres disse

»Ide a Jerusalém, reuni-vos que lá estarei também e meu Pai mandará sobre vós o Espírito Consolador».

Foi justamente no Dia de Pentecoste que houve a grande explosão profética; em conjunto aqueles homens simples falaram todas as línguas em vigor naquela época.

Passaram-se quase dois milênios e a voz do Alto continua suas manifestações em todos os sentidos, os homens que tinham' poder e curavam enfermidades os apelidaram de feiticeiros, outros que falavam com os espíritos, curavam loucuras, os chamavam de bruxos. Enquanto os bruxos e feiticeiros eram perseguidos a santa madre igreja católica romana santificava seus adeptos que lhes reconhecia poderes do Alto. Os grandes escultores, pintores, mestres da Arte como Leonardo da Vinci, Rafael e tantos outros eram chamados «Gênios». Os grandes mestres da música, da poesia, da literatura, eram apelidados como «inspirados». Faltou somente o momento propício para que os homens recebessem a verdade prometida pelo Cristo de Deus.

Justamente provocado pelos Espíritos que eram encorajados para tal trabalho, foi que em 1848, em Hisdesvile, na América do Norte, na casa das irmãs Fox deu‑se o fenômeno de espíritos tão rumoroso que chamou a atenção de todos os sábios daquela época que estavam aparelhados para tal conhecimento. Para lá rumaram centenas de sábios para estudar de perto aqueles fenômenos. Logo reconhecida a verdade dos fatos e cientificaram-se de que tudo aquilo era objeto de meticuloso exame. Denizard Leon Hypolite Rivail foi designado e convidado para estudar os fenômenos Logo recebeu ordem do Espírito da Verdade para que dos quatro evangelhos escritos pelos apóstolos do Mestre ele verificasse o verdadeiro sentido espiritual, compilasse tudo aquilo e ditasse livros científicos e filosóficos a respeito. 0 segundo livro que foi o «Livro dos Médiuns» e que veio nos esclarecer como devíamos chamai, a partir daquela época, todos os profetas, todos os gênios, todos aqueles que foram santificados e todos os pitões, os feiticeiros, os bruxos do passado presente e futuro : Médiuns, que quer dizer intermediários entre dois mundos, receptadores por excelência da vontade dos Espíritos com todos os seus fenômenos com toda sua grandeza, livre de mentiras, de títulos convencionais, que a mediunidade não é privilégio de nenhum povo, de nenhuma religião e que se manifesta em todas as esferas sociais, das mais atrasadas às mais elevadas, e que quando a humanidade conhecer bem a mediunidade, terminará a loucura e o fanatismo e todos viverão debaixo da bandeira dos verdadeiros gênios.

(Revista Internacional de Espiritismo – Dezembro de 1968)


NÃO CHORE POR AQUELES QUE JÁ PARTIRAM

Não pranteies em desespero aqueles que te antecederam na Grande Viagem. 
A morte é indispensável à renovação de todos os seres e de todas as coisas. Se não morrer, a semente de trigo não se transforma em pão. A vida no corpo físico é simplesmente um estágio, dentre os muitos que o Espírito efetua em sua jornada para Deus.   Sobre a Terra, os homens desfrutam temporariamente da companhia uns dos outros -quando alguns Espíritos chegam, outros partem, tornando à pátria verdadeira. A separação definitiva entre os que se amam, jamais acontece.   Não questione os Desígnios Superiores com tanta amargura no coração!   Transfigura a dor da saudade em obras de amor consagradas à memória dos entes que partiram. 
Depois que partiram do círculo carnal aqueles a quem amas, tens a impressão de que a vida perdeu a sua finalidade. As horas ficaram vazias, enquanto uma angústia que te dilacera e uma surda desesperação que te mina as energias se fazem a constante dos teus momentos de demorada agonia.  Estiveram ao teu lado como bênção de Deus, clareando o teu mundo de venturas com o lume da sua presença e não pensaste, não te permitiste acreditar na possibilidade de que eles te pudessem preceder na viagem de retorno. Cessados os primeiros instantes do impacto que a realidade te impôs, recapitulas as horas de júbilo enquanto o pranto verte incessante, sem confortaste, como se as lágrimas carregassem ácido que te requeima desde a fonte do sentimento à comporta dos olhos, não diminuindo a ardência da saudade...  Ante essa situação, o futuro se te desdobra sombrio, ameaçador, e interrogas como será   possível prosseguir sem eles.
O teu coração pulsa destroçado e a tua dor moral se transforma em punhalada física, a revolver a lâmina que te macera em largo prazo.  Temes não suportar tão cruel sofrimento.  Conseguirás, porém, superá-lo.  Muito justas, sim, tuas saudades e sofrimentos.   Não, porém, a ponto de levar-te ao desequilíbrio, à morte da esperança, à revolta...Os seres a quem amas e que morreram, não se consumiram na voragem do aniquilamento. Eles sobreviveram. A vida seria um engodo, se se destruísse ante o sopro desagregador da morte que passa.   A vida se manifesta, se desenvolve em infinitos matizes e incontáveis expressões. A forma se modifica e se estrutura, se agrega e se decompõe passando de uma para outra expressão vibratória sem que a energia que a vitaliza dependa das circunstâncias transitórias em que se exterioriza.  Não estão, portanto, mortos, no sentido de destruídos, os que transitaram ao teu lado e se transferiram de domicílio.   Prosseguem vivendo aqueles a quem amas. Aguarda um pouco, enquanto, orando, a prece te luarize a alma e os envolvas no rumo por onde seguem.  Não te imponhas mentalmente com altas doses de mágoas, com interrogações pressionantes, arrojando na direção deles os petardos vigorosos da tua incontida aflição.  Esforça-te por encontrar a resignação.  O amor vence, quando verdadeiro, qualquer distância e é ponte entre abismos, encurtando caminhos.  Da mesma forma que anelas por volver a senti-los, a falar-lhes, a ouvir-lhes, eles também o desejam.  Necessitam, porém, evoluir, quanto tu próprio.  Se te prendes a eles demoradamente ou os encarceras no egoísmo, desejando continuar uma etapa que ora se encerrou, não os fruirás, porque estarão na retaguarda.  Libertando-os, eles prosseguirão contigo, preparar-te-ão o reencontro, aguardar-te-ão...  Faze-te, a teu turno, digno deles, da sua confiança, e unge-te de amor com que enriqueças outras vidas em memória deles, por afeição a eles.  Não penses mais em termos de "adeus" e, sim, em expressões de "até logo mais".  Todos os homens na Terra são chamados a esse testemunho, o da temporária despedida. Considera, portanto, a imperiosa necessidade de pensar nessa injunção e deixa que a reflexão sobre a morte faça parte do teu programa de assuntos mentais, com que te armarás, desde já, para o retorno, ou para enfrentar em paz a partida dos teus amores... Quanto àqueles que viste partir, de quem sofres saudades infinitas e impreenchíveis vazios no sentimento, entrega-os a Deus, confiando-os e confiando-te ao Pai, na certeza de que, se souberes abrir a alma à esperança e à fé, conseguirás senti-los, ouvi-los, deles haurindo a confortadora energia com que te fortalecerás até ao instante da união sem dor, sem sombra, sem separação pelos caminhos do tempo sem fim, no amanhã ditoso.


“Joanna D’Angelis”




MENSAGEM AOS ESPIRITAS

Assunto: Preservação dos Princípios Doutrinários na Prática Espírita

"É indispensável manter o Espiritismo, qual foi entregue pelos Mensageiros Divinos a Allan Kardec, sem compromissos políticos, sem profissionalismo religioso, sem personalismos deprimentes, sem pruridos de conquista a poderes terrestres transitórios."

Bezerra de Menezes (Mensagem "Unificação", psicografia de

Francisco Cândido Xavier - Reformador, agosto 2001)

Considerando que as idéias espíritas, tais como reencarnação, imortalidade, comunicação com os Espíritos e vida após a morte, têm sido alvo de interesse geral, propiciando à mídia a divulgação de filmes, teatro, livros e notícias de fatos ocorridos, que mostram, cada vez mais, a certeza dessas verdades que a Doutrina Espírita divulga há 150 anos;

Considerando que essa promoção é perfeitamente compatível com os propósitos do Movimento Espírita que é o de colocar ao alcance e a serviços de todos a mensagem consoladora e esclarecedora da Doutrina Espírita, dando sentido à vida e trazendo respostas às inquietações de muitos seres humanos com tendência ao suicídio, à violência, ao uso das drogas e à desagregação familiar;

Considerando que, com a divulgação feita pela mídia, independentemente da ação do Movimento Espírita, é natural que um número cada vez maior de pessoas procure os núcleos espíritas, interessado em aprofundar-se no conhecimento dos ensinos doutrinários e em receber a assistência, o esclarecimento e a orientação de que necessita, bem como preparar-se para o trabalho voluntário, na assistência e promoção social, no atendimento aos que necessitam de amparo espiritual e em outras atividades;

Considerando que esta circunstância oferece ao trabalhador espírita a oportunidade de intensificar o desenvolvimento de suas tarefas voltadas ao estudo, à difusão e à prática do Espiritismo, consciente de que a convicção do ser humano quanto à sua condição de Espírito imortal é fundamental para ajudá-lo a atravessar esta fase de transição em que nos encontramos, quando se prepara a Humanidade para ascender à condição de mundo de regeneração;

Considerando que o Centro Espírita continua a ser o núcleo básico da difusão espírita, propiciando espaço para todas as atividades de atendimento e de estudo aos interessados em receber os benefícios da Doutrina Espírita, tal como foi revelada pelos Espíritos Superiores a Allan Kardec e nas obras que, seguindo suas diretrizes, lhe são complementares e subsidiárias, é imprecíndivel:

1 - que os dirigentes e trabalhadores espíritas intensifiquem os seus esforços no sentido de colocar a Doutrina Espírita ao alcance e a serviços de todos os homens, divulgando os seus ensinos com o propósito de esclarecer fraternalmente, sem impor e sem pretender converter a quem quer que seja;


2 - que procuremos aprimorar, ampliar e multiplicar os núcleos espíritas, utilizando toda a sua potencialidade no atendimento às necessidades de assistência, de conhecimento, de estudo e de orientação que os seres humanos apresentam;

3 - que no desenvolvimento da tarefa de estudo, difusão e prática da Doutrina Espírita:


3.1 - estudemos constantemente a Doutrina Espírita, não só para o nosso próprio aprimoramento, como também, para manter o trabalho doutrinário dentro dos princípios espíritas, sem as influências nocivas de interpretações pessoais distorcidas;

3.2 - trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, impondo silêncio aos nossos ciúmes e às nossas discórdias, para não prejudicar e nem retardar a execução do trabalho, em qualquer área de atividade em que nos encontremos;

3.3 - mantenhamos o Espiritismo com a pureza doutrinária própria do Cristianismo nascente, sem incorporar à sua prática qualquer forma de ritual, de sacramento ou de idolatria, incompatível com os seus princípios. É lícito, justo e conveniente orarmos em benefício de alguém que nasce, de um casal que assume compromissos matrimoniais ou de alguém que retorna à vida espiritual. Não é lícito, todavia, sacramentarmos esses gestos, chamando-os de "batizado espírita", "casamento espírita" ou "funeral espírita", mesmo quando se apresentam sob aparente legalidade. As instituições que se classificam como espíritas, têm o dever decorrente de pautar a sua prática dentro dos princípios contidos nas obras básicas de Allan Kardec, que constituem a Codificação Espírita, e tem o direito constitucional de preservar a sua autonomia e liberdade de ação na execução desses princípios. O Espiritismo não tem sacerdotes e nas atividades verdadeiramente espíritas a ninguém é dado o direito de consagrar atos ou fazer concessões, seja em nome de Deus, de Jesus, dos Espíritos Superiores ou da própria Doutrina Espírita;

3.4 - colaboremos com os órgãos públicos e com a sociedade em geral, em todas as suas ações marcadas pelos propósitos de solidariedade e de fraternidade, visando a assistência e a promoção material, social e espiritual do ser humano, preservando e praticando, todavia, a integridade dos princípios e objetivos doutrinários espíritas que caracterizam a instituição;

3.5 - relacionemo-nos com os representantes e seguidores de todos os segmentos religiosos, procurando construir a base de um convívio salutar, marcado pelo respeito recíproco e pela fraternidade, base fundamental para a construção de uma sociedade em que a multiplicidade de convicções sociais, filosóficas ou religiosas não seja impedimento para a coexistência fraterna.

Com isto estaremos vivenciando e preservando plenamente os princípios da Doutrina Espírita.






A MEDIUNIDADE EM CRIANÇAS

Em que idade se pode ocupar, sem inconvenientes, de mediunidade?”
“Não há idade precisa, tudo dependendo inteiramente do desenvolvimento físico e, ainda mais, do desenvolvimento moral. Há crianças de 12 anos a quem tal coisa afetará menos do que a algumas pessoas já feitas…” O Livro dos Médiuns – Cap. XVIII
Dos inconvenientes e perigos da mediunidade


“Derramarei do meu Espírito sobre toda criatura humana. Vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os jovens terão visões e os velhos terão sonhos.”
Atos dos Apóstolos, cap. 2 – Vers.17  -  Profeta Joel, cap. 2 – Vers.17


Não há dúvida de que a predição bíblica do profeta Joel, acima descrita, refere-se às manifestações mediúnicas e já alertava para o momento em que esses fenômenos seriam bastante evidentes, principalmente entre os jovens e as crianças.
Ora, sendo a mediunidade um atributo natural, não se justifica haver tanta estranheza quando o Espírito, durante sua infância física, a apresenta de modo claro e inequívoco.
Durante os primeiros anos de sua nova encarnação, as ligações entre o Espírito e o corpo físico são mais flexíveis. Isso permite um maior entrosamento entre o indivíduo encarnado e aqueles que se encontram na erraticidade.
A falta de esclarecimentos leva muita gente a atribuir as faculdades mediúnicas que se manifestam na infância a fantasias decorrentes da idade e as ignora. Ou, o que é pior, ridiculariza e reprime a criança, provocando conflitos interiores que podem lhe trazer, no futuro, prejuízos psíquicos e morais.
Se levarmos em conta as palavras de Jesus, chegaremos à conclusão de que toda criança que manifeste sinais de mediunidade deve ser levada muito a sério. Por que o Mestre faria tal citação, se não houvesse relevantes razões para este processo?
Todo médium, independentemente da idade de seu corpo físico, deve ser orientado e estimulado a buscar esclarecimentos, a fim de conhecer a utilidade das faculdades que lhe foram atribuídas pela espiritualidade. Mas, quando se trata de uma criança, essa necessidade é ainda maior, porque a criança não dispõe de vontade própria, não é dona de suas ações. Cabe ao adulto, a quem ela foi confiada, encaminhá-la e oferecer-lhe toda a segurança necessária para a sua devida preparação.
A participação de crianças e adolescentes médiuns, durante as comunicações espirituais que permitiram a elaboração das obras da codificação espírita, foi de suma importância. Por que agora seria diferente? O que leva um adulto a duvidar de uma criança que afirme estar ouvindo vozes, vendo Espíritos, ou até mesmo sendo importunada por “amiguinhos invisíveis”? Incredulidade? Comodidade? Ou algo bem mais grave, como estar se submetendo à influência de obsessores que têm por objetivo atrapalhar o cumprimento da tarefa assumida por aquele indivíduo?


O PEQUENO MÉDIUM

No novo romance de Roberto de Carvalho, inspirado pelo Espírito Basílio, intitulado O Pequeno Médium (Editora Aliança), as faculdades mediúnicas de um menino de 12 anos são o foco central da trama, mostrando quão útil pode ser o médium quando bem orientado e devidamente auxiliado para a consecução de suas tarefas. Mostra a responsabilidade dos adultos nessa empreitada, deixando claro que, quando cada um cumpre o seu papel e, com o auxílio indispensável do Alto, não há obra que não possa ser realizada. Vivendo com a avó, num vilarejo de lavradores, Davi é um menino com brilhantes faculdades mediúnicas. A convivência com Espíritos faz parte da sua rotina e só o deixa assustado quando o padre lhe diz que tais visões são artimanhas do demônio.  Auxiliado por um Espírito amigo e por pessoas comprometidas com o espiritismo, Davi é orientado sobre os objetivos de sua mediunidade e, por meio de comunicações recebidas, consegue evitar que uma grande injustiça seja cometida, envolvendo vários moradores do vilarejo num processo de graves dívidas morais.  Conforme nos alertou Jesus: “Nos últimos tempos, espalharei meu espírito sobre toda a carne; vossos filhos e filhas profetizarão; vossos jovens terão visões, e vossos velhos terão sonhos”. (Atos, capítulo 2, versículo 17 e 18). Quando pensamos em mediunidade logo nos vem á cabeça a de prova, aquela de compromisso de tarefa espiritual, esquecemos que ela é um atributo natural e fisiológico nosso.
A mediunidade nos primeiros anos de vida sempre foi mais evidente, e a explicação é simples, as ligações entre o corpo físico e o espiritual são bem mais flexíveis permitindo que a criança veja e converse com desencarnados ou mesmo elementais que estão ali, mas que os adultos não são capazes de perceber. Pessoas desavisadas atribuem isso à imaginação fértil e, logo passam a ignorá-las e até a criticá-las; deixam a criança falando sozinha e, essa atitude pode trazer uma série de problemas psicológicos em breve futuro. O correto é indagar estimulando-as a reportarem seus diálogos quando ocorrem e a pedir-lhes que descrevam o que estão vendo e, a dar-lhe crédito; lógico que o senso crítico de cada um define até onde isso pode levar e a buscar ajuda adequada quando se faça necessário. Um problema da mediunidade, no caso a vidência infantil, é o terror noturno em virtude das formas-pensamento geradas pelos adultos da casa. Expliquemos: nossos pensamentos repetitivos coagulam-se formando telas (ideoplastias), a maior parte de nós tem pouco ou nenhum cuidado em vigiar os pensamentos como nos recomendou Jesus, e daí, os filminhos onde somos os diretores, roteiristas e protagonistas, e que as crianças são obrigadas a assistirem á noite, as deixam apavoradas. Se nossos filhos estão com medo de dormir, opa, é hora de rever com muito cuidado e carinho, como anda nossa reforma íntima. Outro fato comum é a facilidade com que muitas crianças acessam os arquivos de vidas passadas; nesse caso também é preciso que se dê atenção e que o senso crítico defina a conduta posterior. Normalmente essas são fases curtas, e o adulto deve aproveitá-las para aprender, pois á medida que os interesses da criança vão se materializando mais essa mediunidade tende a desaparecer (exceto quando é tarefa combinada antes do nascimento). Na colocação de Jesus sobre os “sonhos dos velhos”, a explicação é muito parecida com o que ocorre na infância, a ligação entre o corpo físico e o perispírito fica bem mais flexível permitindo que o idoso ou o doente grave apresente manifestação mediúnica (raramente eles incorporam – pois seus mentores não permitem, apenas relatam, conversam, transmitem recados, misturam fatos de vidas passadas com a atual). Quem tiver a oportunidade de vivenciar experiências desse tipo deve aproveitá-las ao máximo para aprender e até para reciclar seus projetos de vida. Recomendo, vale a pena.
Será que a mediunidade explícita na infância está mesmo aumentando?
Os tempos já são chegados? Os sinais precursores já estão ocorrendo?
É inegável que sim. E o melhor exemplo é o nascimento em larga escala das crianças índigo e cristais. Principalmente no que tange á mediunidade, as cristais, o são de forma ostensiva. Mas, nada das mediunidades de prova, de tarefa, elas não incorporam nem psicografam, apenas usam seus abundantes recursos espirituais naturais. Pode ser que outros tipos as sucedam para provocar mudanças significativas na vida do homem: para induzir a um cada vez mais rápido progresso evolutivo. Então, Bendito seja o final destes tempos e todas as suas acelerações! Que surjam cada vez mais crianças índigo, cristal e sucedâneas que nos mostrem e provem com absoluta traquilidade as finalidades do existir. Que esses “veneráveis e sábios” seres ainda infantis, esfreguem na nossa cara “normal” as “verdades Divinas”. Bem-vindos sejam todos esses amigos das estrelas que nos visitam com mais frequência e intensidade de hora em diante... Aleluia.
Para nós que labutamos no eterno aprendizado na seara espírita essa turma de novas crianças nos trouxe muitas dúvidas e alguns problemas de ordem funcional. Vejamos: Há idade cronológica para manifestações espirituais? Idade certa para aplicar passes? Hora de trabalhar em prol do próximo? Participar das entrevistas, para aconselhar segundo o Evangelho de Jesus na Casa Espírita? Quem pode garantir que, apenas a partir de tal idade um índigo ou um cristal possa aplicar passes ou aconselhar alguém? Quem se atreve a responder? Tudo isso, é bom ou ruim? Amigos, num simples parágrafo; melhor ainda; numa simples palavra é possível resumir o incrível aumento da mediunidade infantil que sempre existiu: evolução. Apenas o inexorável progresso. Que dentre muitas outras coisas, esses fatos nos levem a analisarmos nossos conceitos sobre mediunidade. Revisemos tudo. Critiquemo-nos Desconfiemos de nós mesmos, pois o que é o tempo na quarta e nas outras dimensões? Qual o papel que represento como médium? Um espírito com a tarefa de apagar a luz pode vestir-se de bonzinho e encher a cabeça das pessoas com frases e colocações melodiosas por séculos. Que interesses nos movem verdadeiramente nas nossas tarefas? 


mediunidade infantil é um tema que instigou e ainda instiga alguns pesquisadores espiritualistas. Allan Kardec se preocupou em abordar o tema em O Livro dos Médiuns. CAPÍTULO XVIII –

 6ª Haverá inconveniente em desenvolver-se a mediunidade nas crianças?

"Certamente e sustento mesmo que é muito perigoso, pois que esses organismos débeis e delicados sofreriam por essa forma grandes abalos, e as respectivas imaginações excessiva sobreexcitação. Assim, os pais prudentes devem afastá-las dessas idéias, ou, quando nada, não lhes falar do assunto, senão do ponto de vista das conseqüências morais."



7ª Há, no entanto, crianças que são médiuns naturalmente, quer de efeitos físicos, quer de escrita e de visões. Apresenta isto o mesmo inconveniente?

"Não; quando numa criança a faculdade se mostra espontânea, é que está na sua natureza e que a sua constituição se presta a isso O mesmo não acontece, quando é provocada e sobreexcitada. Nota que a criança, que tem visões, geralmente não se impressiona com estas, que lhe parecem coisa naturalíssima, a que dá muito pouca atenção e quase sempre esquece. Mais tarde, o fato lhe volta à memória e ela o explica facilmente, se conhece o Espiritismo."



8ª Em que idade se pode ocupar, sem inconvenientes, de mediunidade?

"Não há idade precisa, tudo dependendo inteiramente do desenvolvimento físico e, ainda mais, do desenvolvimento moral. Há crianças de doze anos a quem tal coisa afetará menos do que a algumas pessoas já feitas. Falo da mediunidade, em geral; porém, a de efeitos físicos é mais fatigante para o corpo; a da escrita tem outro inconveniente, derivado da inexperiência da criança, dado o caso de ela querer entregar-se a sós ao exercício da sua faculdade e fazer disso um brinquedo."
- Temos relatos de médiuns famosos, como o nosso querido Chico Xavier, que desde os 5 anos de idade conversava com sua mãe, desencarnada, que o socorria quando sua madrinha lhe infligia maus tratos. A consagrada médium Yvonne Pereira manifestou sua mediunidade ainda criança, e aos quatro anos já falava com espíritos. Divaldo Pereira Franco, médium e palestrante espírita, declara ver espíritos desde criança, e que, aos quatro anos de idade viu a avó desencarnada, Dona Maria Senhorinha.

A mediunidade, ao contrário do que muitos pensam, não é um dom sobrenatural. É uma faculdade que nos permite entrar em contato com os espíritos e com o mundo espiritual. Toda pessoa a possui, em maior ou menor grau, manifestando-a, muitas vezes, sem se dar conta. Mas, no campo de estudos do fenômeno mediúnico, designamos como médiuns aqueles que apresentam sua mediunidade de forma ostensiva, passível de ser analisada e até mesmo comprovada. Ser médium, neste sentido, não significa ser privilegiado ou mais evoluído, afinal, essa faculdade independe das condições morais do indivíduo. Sendo assim, frequentemente encontramos pessoas de moral duvidosa dotadas de expressiva capacidade mediúnica, enquanto outras, de conduta irrepreensível, mesmo sendo bastante influenciadas pelos espíritos mais elevados, são incapazes de produzir o menor fenômeno de efeito físico.

Com relação à reencarnação, O Livro dos Espíritos nos explica que a união da alma com o corpo começa na concepção, mas não se completa senão no momento do nascimento. Desde o momento da concepção, o espírito designado para habitar tal corpo a ele se liga por um laço fluídico, que vai se fortalecendo cada vez mais, até que a criança nasça. Ainda em O Livro dos Espíritos, na questão 351, foi perguntado se no intervalo entre a concepção e o nascimento o espírito gozaria de todas as suas faculdades. Os espíritos respondem: “Mais ou menos, de acordo com a época, porque ele não está ainda encarnado, mas vinculado. Desde o instante da concepção, a perturbação começa a se assenhorear do Espírito, advertindo-o de que é chegado o momento de tomar uma nova existência; essa perturbação vai crescendo até o nascimento. Nesse intervalo, seu estado é pouco próximo ao de um Espírito encarnado durante o sono do corpo. À medida que o momento do nascimento se aproxima, suas idéias se apagam, assim como a lembrança do passado da qual não tem mais consciência, como homem, uma vez entrando na vida; mas essa lembrança lhe volta pouco a pouco à memória, no seu estado de Espírito”. Uma vez reencarnado, o espírito não recobra imediatamente suas faculdades. Estas se desenvolvem gradativamente, de acordo com o desenvolvimento dos órgãos. O espírito age de acordo com o instrumento (o corpo), com a ajuda do qual pode se manifestar.

A mediunidade é a faculdade que tem um indivíduo de se comunicar com o mundo físico e o mundo espiritual. Devemos encarar a mediunidade como uma benção que Deus nos dá, pois é uma oportunidade de trabalho na Seara do Bem, onde iremos resgatar débitos do passado. Possuir sensibilidade mediúnica não implica em ser privilegiado ou mais evoluído, afinal, essa faculdade independe das condições morais do indivíduo. Sendo assim, frequentemente, se encontra pessoas de moral duvidosa dotadas de expressiva capacidade mediúnica, enquanto outras, de conduta irrepreensível e dedicadas a Deus, são incapazes de produzir o menor fenômeno.

A mediunidade infantil é um tema que instigou e ainda instiga alguns pesquisadores espiritualistas. Até mesmo Allan Kardec se preocupou em abordar o tema em O Livro dos Médiuns. Recentemente, a mídia brasileira explorou bastante este assunto. A Rede Globo de Televisão exibiu, em horário nobre, a novela Páginas da Vida, onde os personagens mirins, Clara e Francisco, viam e até conversavam com a mãe desencarnada. O cinema também soube explorar muito bem este tema por meio da película O Sexto Sentido, onde o garoto de 8 anos, Cole Sear, interpretado pelo ator Haley Joel Osment, é um médium que vê, constantemente, “pessoas mortas” que lhe procuram em busca de ajuda para solucionar assuntos mal resolvidos, pendências que lhes afligem o coração.

Mas as estórias de crianças médiuns não ficam apenas na ficção. Temos relatos de médiuns famosos, como o nosso querido Chico Xavier, que desde os 5 anos de idade conversava com sua mãe, desencarnada, que o socorria quando sua madrinha lhe infligia maus tratos. A consagrada médium Yvonne Pereira manifestou sua mediunidade ainda criança, e aos quatro anos já falava com espíritos. Divaldo Pereira Franco, médium e palestrante espírita, declara ver espíritos desde criança, e que, aos quatro anos de idade viu a avó desencarnada, Dona Maria Senhorinha. Inclusive, Divaldo Franco tinha como companheiro na infância um indiozinho de nome Jaguaruçu. Conforme sua declaração “Jaguaruçu me apareceu quando eu contava cinco anos e se apresentava com a mesma idade que eu. À medida que eu crescia, ele também. Brincávamos, corríamos e conversávamos muito, a ponto de os meus familiares ficarem estranhando eu conversar, sorrir e correr sozinho. Eu lhes falava, mas só minha mãe acreditava. Quando eu completei doze anos, ele me disse que iria preparar-se para reencarnar, o que me causou uma grande dor e um susto, por identificar que ele não era uma criança física. Posteriormente, quando eu comecei a exercer a mediunidade com a consciência doutrinária, ele se comunicou várias vezes em nossas reuniões até 1949, quando anunciou que iria reencarnar. Eu o reencontrei na sua nova jornada e nos identificamos muito. Ele viveu 38 anos e já desencarnou, continuando a aparecer-me, porém, agora com as características da existência recentemente encerrada”.

Não podemos esquecer de ressaltar as irmãs Fox: Kate, então com onze anos e Margareth, com catorze. Elas deram uma contribuição memorável aos estudos do mundo espiritual, a partir do momento que passaram a ouvir sons semelhantes a arranhões nas paredes, assoalhos e móveis em sua casa, no vilarejo de Hydesville, Estado de New York. A partir daí, Kate, em sua astúcia de criança, desafiou o mundo invisível se comunicando com os espíritos por meio de estalos de dedos, no qual a resposta foi imediata. A cada estalo, um golpe era ouvido a seguir. Assim, estabelecia a “telegrafia espiritual”, acontecimento histórico ocorrido na noite de 31 de março de 1848.

Em janeiro de 2007, a revista IstoÉ fez uma matéria de capa intitulada Mediunidade Infantil – Crianças que falam com espíritos. Nesta matéria, pudemos ler como a Ciência vê estes fenômenos. A psicanalista Ana Maria Sigal, coordenadora do grupo de trabalho em psicanálise com crianças, do Instituto Sedes Sapientiae, tem a seguinte visão: "Há momentos em que a ilusão predomina e a criança transforma em real o que é apenas o seu desejo inconsciente. Ao brincar com um amigo imaginário, ela nega a solidão e cria um espaço no qual é dona e senhora. Já falar com parentes falecidos é uma forma de negar uma realidade dolorosa e se sentir onipotente, capaz de reverter a morte". Esta opinião não é unânime na medicina, pois como sabemos há médicos adeptos ao Espiritismo, tendo uma visão mais ampla e cuidando, também, do lado espiritual do paciente.

Mas, até que idade uma criança poderia apresentar a mediunidade de forma espontânea e ostensiva? Richard Simonetti, conceituado escritor e palestrante espírita, explica que “até os sete anos, antes que complete o processo reencarnatório, o espírito conserva algumas percepções espirituais e pode ter experiências de contato com o Além, sem que seja propriamente um médium. Essa sensibilidade tende a desaparecer e vai ressurgir na adolescência, se ela realmente tiver mediunidade”.

E como saber se a criança é realmente médium ou se o que ela narra é fruto de sua imaginação? Simonetti esclarece que “em princípio, é difícil definir. O melhor é não interferir, tratando com naturalidade a criança. A tendência é o fenômeno desaparecer, quer porque a criança se desinteressou em relação ao amigo imaginário, quer por que perdeu o contato com ele, a partir da consolidação reencarnatória”.

Não é sempre que uma criança médium tem visão de coisas boas, como um ente querido ou um amigo espiritual. Temos casos em que a visão é de antigos desafetos de vidas passadas, que procuram prejudicá-la em busca de vingança.

Quando a criança não é compreendida pelos pais, sendo considerada como louca, perturbada ou vítima do demônio, a situação pode se complicar, trazendo como agravante profundos desequilíbrios psicológicos e emocionais. Vale ressaltar que muitas crianças só voltam a ter uma “vida normal” quando passam a freqüentar um centro espírita, recebendo os benefícios dos passes, das palestras e do culto do evangelho no lar.

A mediunidade, em certos casos, pode ser provocada, o que não é aconselhável de maneira alguma no caso das crianças. Agnes Henriques, autora do livro Mediunidade em Crianças, escreveu em sua obra que em determinada época de sua infância participou da brincadeira do copo. Esta brincadeira tem as letras do alfabeto em pedacinhos de papel, um copo no centro, e por meio de invocações a espíritos aguarda-se que alguma entidade responda as indagações, enquanto um dos participantes permanece com a mão imposta em cima do copo que circula pelas letras. Ela conta: “Quando pequena, presenciei através de uma sessão dessas a descoberta de um assassinato. Em mim já se apresentavam indícios de faculdades mediúnicas. Eu ouvia vozes, via algumas entidades, chegava a responder quando me chamavam nominalmente. Minha mãe, sempre nessas horas, me incentivava a orar. Muitas vezes orava comigo e eu saía tranqüila sabendo que era um acontecimento normal. Eu já havia sido alertada por ela da seriedade que deveríamos estar revestidos quando no trato com os espíritos, e sempre me afastava dos meus amigos quando eles resolviam brincar com o famoso copo”.

Eu tinha uma vizinha que sempre reclamava que dormia mal, pois sua filha de 3 anos, chorava a noite toda, parecia ver algo que a assustava muito. Depois de algum tempo, convidei-a a levar sua filha no centro espírita que freqüentava. Naquela ocasião, quando a menina ia entrar na cabine de passes, ela gritava e segurava no portal com muita força. O pavor era visível em seu rosto. Toda semana ela levava a filha neste centro e até o terceiro passe a menina agia do mesmo jeito. A partir da quarta vez ela foi ficando mais amistosa, e daí por diante não mostrou mais resistência ao tratamento, passando a dormir bem a noite toda.

Em uma entrevista pelo Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo, quando foi perguntado sobre o procedimento adequado diante de uma criança que vê constantemente determinada entidade e que se sente mal toda vez que recebe o passe, Agnes Henriques respondeu que “Normalmente nesses casos, a energização pelo passe, a água fluída e a oração são poderosos instrumentos de que se vale a espiritualidade na solução do problema (...) Os pais devem mostrar-se aptos a efetuar mudanças na conduta diária em seu recinto doméstico. Tudo que for para elevação do padrão vibracional deve ser cultivado, ao mesmo tempo em que se esforcem para afastar toda conduta que levar ao contrário (...) Se o pequenino demonstrar medo, é bom que os pais o acompanhem nas sessões necessárias ao tratamento espiritual, até que ele se acostume e encare com naturalidade tal fato. O ambiente da cabine de passes, ou locais destinados para tal, apesar de serem locais simples, destituídos de muita decoração, pode ser intimidante para uma criança que já deve estar assustada com os fatos que porventura estiverem lhe acontecendo. Normalmente, logo elas se acostumam, desde que os pais estejam tranqüilos e passem para elas essa tranqüilidade”.

Vale ressaltar que o apoio familiar é de vital importância para que a criança consiga superar esta primeira fase da infância, quando poderá, na fase seguinte (dos 8 aos 12 anos), ter o conhecimento doutrinário e esclarecedor, caso a família venha a freqüentar um centro espírita que lhe proporcione este estudo, desenvolvendo assim, futuramente e com segurança, a mediunidade que porventura continue a se manifestar.

A falta de preparo de alguns pedagogos em lidar com a mediunidade faz com que as crianças não recebam a devida atenção que merecem. Infelizmente, ignorar o problema ou fingir que ele não existe é a saída mais prática para os educadores e a família. A escritora e ilustradora de livros infantis, Rita Foelker, que também psicografa obras mediúnicas, esclarece que: “A criança, como espírito encarnado, é naturalmente médium, sujeita a influências sobre seu humor e seu comportamento. Se os educadores aprendessem a lidar com essa realidade, muita coisa seria diferente, não só na sala de aula, como nas reuniões de pais e no encaminhamento de situações que, atualmente, dão trabalho e deixam os professores sem saber o que fazer. Algum dia será assim, mas quem começa a levar a realidade espiritual em conta tem visão de futuro e está alguns passos à frente”.

Vários são os cuidados que se deve ter quando os pais notarem a mediunidade na criança, mas um é primordial e vale a pena repetir: jamais estimular a criança a desenvolver a mediunidade. Outras precauções também são importantes: não valorizar excessivamente o fenômeno; não ridicularizar a criança, pois pode deixá-la nervosa, provocando o seu afastamento e causando outros problemas; não demonstrar medo, o que irá deixar a criança insegura; e desacreditar simplesmente, sem apurar os fatos, pode deixá-la se sentindo mentirosa.

O correto é prestar bem atenção nestas mudanças de comportamento da criança, analisando se suas visões são reais ou fazem parte de um mundo de fantasias, influenciadas por programas de televisão ou por necessitarem de afeto e atenção. A terapêutica espírita é muito eficaz nestes casos, e quando os pais não conhecem o assunto, o centro espírita tem pessoas capacitadas para a devida orientação e encaminhamento ao tratamento

A mediunidade, para ser estimulada, não necessita de uma idade precisa. Tudo depende inteiramente do desenvolvimento físico e, ainda mais, do desenvolvimento moral, mas sabemos que para tudo na vida há o momento certo. Para finalizar, aconselho a todos os que desejam um aprofundamento maior no assunto, o estudo de O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec.

Texto original publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição nº 48, ano 2007


Enquanto a terra está deixando de ser um planeta de expiação e passando a ser um planeta de evolução, vai havendo em todos os aspectos mudanças paralelas e distribuídas em todos os sentidos. Assim, os novos habitantes da terra já estão nascendo com preparos e dispositivos mentais e orgânicos apropriados para os contatos com espíritos e seres de outros mundos semelhantes à terra.

Crianças nossas que, na verdade são mais amadurecidos quando se fala de espíritos, vêm de berço não com um estigma mediúnico, mas com mediunidade aflorada e trabalhada, de modo que, devido à proximidade com o assunto e as mentes já virem mais preparadas, tratam desse intercâmbio espiritual sem sofismas nem reservas. Aqueles que já estão vivendo essas experiências em suas casas, não devem em hipótese alguma mistificar os acontecimentos, mas de outro lado não  podem aniquilar a mente mediúnica da criança, uma vez que são desígnios naturais e devem ser respeitados e tratados com normalidade. De frente com esses casos, não atropelem a educação deste ente e nem façam apelações infantis, como é comum com esse tipo de coisa. Gestos superficiais e conceitos de inteligência barata e artificial minam esses acontecimentos, conquanto não se despegam das coisas materiais e banais, certas famílias tratam como loucos esses filhos ou deturpam de generalizações a mediunidade da criança, dando a entender que são amigos imaginários os espíritos vistos pelo menor.

É fácil distinguir uma coisa da outra e a família, indelevelmente, terá as provas dessa missiva espiritual, pois laborações diárias se apresentarão constantemente para deflagrar a mediunidade dessa pessoa e seus fins.

Ler muito e atentar para o juízo de reflexão, são a s formas que auxiliarão os casais e famílias envolvidas na questão a viverem essas experiências que, em menos de dez anos, serão uma proporção de quarenta por cento dos nascidos.
O que também pode confundir quem não está muito por dentro do tema é achar que a criança é médium só porque teve um episódio em que viu, ou ouviu um espírito. “Nem sempre a visão de espíritos pelas crianças caracteriza mediunidade. Somente com o tempo se pode discernir, pois o fenômeno pode ser passageiro. Pode ser aquela questão relacionada à ligação do espírito com o corpo. 

Quando não é mediunidade, essas visões desaparecem entre 6 e 8 anos de idade. Como, por exemplo, os amiguinhos imaginários, que costumam desaparecer por volta dessa idade”, esclarece Sônia.

Alguns indícios de mediunidade:

Ela conta ainda que um sinal de mediunidade é quando a criança começa a relatar visões e conversas com os espíritos. “Se essas manifestações ganham caráter mais constante, bem ostensivo e persistem até a pré-adolescência e juventude, tudo indica mediunidade. Logo, uma visão que ocorreu apenas uma vez, por exemplo, não é considerada indício”, conclui ela.

Ø  O que fazer quando a criança é médium?
- Os pais devem observar cuidadosamente o comportamento da criança para ver se elas não estão influenciadas por algo que viram na TV ou em filmes. 
- Pode ser também que elas estejam adotando tais posturas apenas para chamar a atenção. É importante discernir e checar tudo isso na hora de avaliar se a criança está realmente vendo espíritos.
- Os pais jamais devem estimular as crianças a desenvolver mediunidade. 
- Se a criança tiver idade suficiente para compreender o que está acontecendo, os pais devem explicar a ela a situação, procurando não fazer disso um fenômeno extraordinário que gere medo ou desconforto. “Se os pais não se acharem em condições de conversar com a criança (por desconhecimento do assunto), podem recorrer a um centro espírita, em que as pessoas mais experientes poderão orientá-los sobre a forma abordar o assunto com a criança”, aconselha Sônia.

Ø  O que os pais devem evitar?
- Negação pura e simples, pois a criança pode se sentir acusada de ser mentirosa e desenvolver outros problemas.
- Valorização excessiva do fenômeno.
- Demonstrar medo, pois só deixará a criança mais nervosa e insegura. “Além de que, não se deve temer os espíritos”, completa Sônia. 
- Criar expectativas. “É uma imprudência. Os pais devem agir com a máxima naturalidade e ouvir a criança quando ela falar espontaneamente do assunto, sem criticá-la ou ridicularizá-la, sem se mostrar assustados, nervosos, inquietos ou vaidosos e orgulhosos diante do fenômeno que acontece com o filho”, orienta Sônia.

Casos conhecidos e comprovados de mediunidade em crianças*

CHICO XAVIER (1910-2002) 

– Um dos mais conhecidos e respeitados médiuns do mundo, Chico via o espírito da mãe morta e conversava com ela desde os 5 anos de idade. Em 1922, no centenário da Independência do Brasil, ele tinha 12 anos e ganhou menção honrosa quando escreveu uma bela redação sobre o Brasil. Na ocasião, afirmou que um espírito havia lhe ditado o texto. 

Os amigos duvidaram e acharam que ele tinha copiado a redação de um livro. (...) As visões de Chico fizeram com que ele fosse obrigado pelo pai a freqüentar a Igreja Católica e ele via hóstias brilhando de luz, pessoas mortas sorrindo e carregando rosas. Sebastião Scarzello - padre de Pedro Leopoldo (MG) - nunca duvidou, mas aconselhava Chico a orar mais para afastar aquelas visões.”

DIVALDO PEREIRA FRANCO 

- Médium baiano, de 79 anos de idade, Divaldo é hoje o mais conhecido palestrante espírita do mundo, com milhares de palestras em mais de 80 países e mais de 150 livros psicografados. Ele declara publicamente que vê os espíritos desde criança. Aos 4 anos de idade, viu o espírito de sua avó, Maria Senhorinha, e a descreveu para sua mãe, gerando muito espanto na família católica.

JOSÉ RAUL TEIXEIRA 

- Médium e conferencista espírita de Niterói - RJ, professor de Física da UFF (Universidade Federal Fluminense) e Doutor em Educação, José Raul afirma que via os espíritos desde criança e, muitas vezes, conversava com eles. 

Em uma ocasião, ao ver o espírito de um amigo, quase se atirou nos braços dele. Mas a mãe - que também era médium - impediu que o filho se machucasse, pois notou que ele ia em direção ao espírito e o impediu de cair no vazio, quando se atirou nos braços do amigo invisível.

*Depoimentos cedidos pela FEB (Federação Espírita Brasileira)

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-livro-dos-mediuns/mediunidade-infantil-18068/?PHPSESSID=501c33bb1085a963fd63752d18392e72#ixzz1TFB1Q9dF



O primeiro ciclo:

- Vai de zero aos 12 anos de idade, período no qual as crianças possuem a mediunidade à flor da pele, por assim dizer, mas com o resguardo da influência benéfica e controladora dos espíritos protetores, chamados por algumas religiões de “anjos da guarda”.

Nessa fase infantil, as manifestações mediúnicas são mais de caráter anímico. A criança projeta sua alma nas coisas e nos seres que a rodeiam, recebe as intuições orientadoras de seus protetores, às vezes observa e denuncia a presença de espíritos e, não raro, transmite avisos e recados destes aos familiares de maneira positiva e indireta. Quando passam dos sete ou oito anos, as crianças se integram melhor ao condicionamento da vida terrena, desligando-se progressivamente das relações espirituais e dando mais importância às relações humanas.

No entanto, não é aconselhável o exercício da mediunidade em crianças, uma vez que o organismo delas, débil e em formação, pode sofrer fortes abalos. Além disso, a imaginação está em intensa atividade e pode haver uma grande excitação, sem contar que elas não possuem discernimento suficiente para lidar com os espíritos.

Às vezes, as manifestações mediúnicas apresentadas pela criança são causadas pelas perturbações existentes no ambiente do lar. Neste caso, o mais recomendável é atendê-la com passes, para eliminar as manifestações, e orientar o comportamento dos familiares adultos, para que as tensões espirituais não reflitam mais nela.

Agora, se a manifestação mediúnica for espontânea e equilibrada, deve-se aceitar os fenômenos com naturalidade, mas sem estimulá-los nem tampouco querer colocar a criança em um verdadeiro trabalho mediúnico. Convém que ela seja encaminhada para a evangelização e o conhecimento doutrinário adequados à sua idade, a fim de que, no futuro, ela esteja devidamente preparada para entender sua faculdade e empregá-la bem.

Manifestações mais intensas:

O segundo ciclo:

- Começa geralmente na adolescência, a partir de 12 ou 13 anos de idade. Como dissemos, no primeiro ciclo, só se deve intervir no processo mediúnico com preces e passes, para abrandar as excitações naturais da criança. Já na adolescência, o corpo amadureceu o suficiente para que as manifestações mediúnicas se tornem mais intensas e positivas. Então, é tempo de encaminhá-la com informações mais precisas sobre a questão da mediunidade.

Diante disso, não se deve tentar o desenvolvimento da mediunidade em sessões. O passe, a prece e as reuniões de estudo doutrinário são os meios de auxiliar o processo sem forçá-lo, dando ao adolescente a orientação necessária. A adolescência é a hora das atividades lúdicas, dos jogos e esportes, do estudo e aquisição dos conhecimentos em geral, de uma integração mais completa na realidade terrena. Portanto, não se deve forçar os adolescentes, mas estimulá-los no tocante aos ensinamentos espirituais, abrindo suas mentes para o contato mais profundo e constante com a vida no mundo. Os exemplos dos familiares influem mais em suas opções do que os ensinamentos e as exortações orais.

O terceiro ciclo:

- Ocorre geralmente na passagem da adolescência para a juventude, entre 18 e 25 anos de idade, tempo dos estudos sérios. No entanto, se a mediunidade não se definiu devidamente até esta fase, não devem haver preocupações, uma vez que existem processos nos quais sua verdadeira eclosão leva até cerca de 30 anos para ocorrer.

O QUE É O ESPIRITISMO

O que é Espiritismo?
• É o conjunto de princípios e leis, revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas obras de Allan Kardec, que constituem a Codificação Espírita: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese. •  O Espiritismo é o Consolador prometido, que veio, no devido tempo, recordar e complementar o que Jesus ensinou, "restabelecendo todas as coisas no seu verdadeiro sentido", trazendo, assim, à Humanidade as bases reais para sua espiritualização.


POR QUE CONHECER O ESPIRITISMO ?

A maioria das pessoas, com a vida atribulada de hoje, não está interessada nos problemas fundamentais da existencia. Antes se preocupa com os negocios, com seus prazeres, com seus problemas particulares. Elas acham que questões como a da existência de Deus e da imortalidade da alma são da competência de sacerdotes, ministros religiosos, teólogos e filósofos. Quando tudo vai bem em suas vidas, elas nem se lembram de Deus; e, quando lembram, é apenas para fazer suas "orações", ir a igreja, como se essas atitudes fossem simples obrigações de uma maneira ou de outra.

 A religião para elas é mera formalidade social, alguma coisa que as pessoas devem professar e nada mais! quando, porem, são surpreendidas com um grande problema, um problema financeiro, uma desgraça, a perda de um ente querido, fatos que acontecem na vida de todo mundo, não encontram, em si mesmas, a fé necessária, nem tão pouco a compreensão, para enfrentar o sofrimento com resignação e coragem, caindo, invariavelmente, no desespero e muitas vezes na depressão.

 O conhecimento espírita proporciona uma visão ampla da vida, dando-nos uma explicação convincente sobre nós mesmos, como seres eternos. Permite-nos iniciar uma renovação substancial dos valores éticos até então considerados intocáveis, mas que jamais conseguiram contribuir para a nossa harmonia íntima.  O espiritismo tem por fim a transformação moral do homem, retomando os ensinamentos de Jesus Cristo, para que sejam aplicados na vida de cada criatura.

 É, portanto, a revivescencia do cristianismo na sua expressão verdadeira. O homem moralmente renovado, consciente de sua eternidade, reconstituirá sociedades compatíveis com suas legitimas aspirações de progresso espiritual.

O espiritismo é organizado dentro de uma estrutura tal, que difere das religiões tradicionais. Não tem sacerdotes, nem chefes religiosos. Não tem templos suntuosos. Não adota cerimoniais, como batismos, crismas etc. Não tem rituais, nem velas, nem vestes especiais. Não adota qualquer ornamentação especifica para cultos, nem de reverência, nem talismãs, nem defumadores etc.

 O culto espírita é feito no proprio coração. É o culto do sentimento puro, do amor ao semelhante. Assim sendo, somente o pensamento reto nos liga diretamente a Deus; nada mais! o espiritismo, assim, procura reviver os ensinos de Jesus, na sua simplicidade, sem luxo, sem convencionalismos sociais, sem pompas nem grandeza, pois, como recomendou o mestre de nazaré, Deus deve ser adorado "em espirito e verdade".

• O Espiritismo não impõe os seus princípios. Convida os interessados em conhecê-lo a submeter os seus ensinos ao crivo da razão antes de aceitá-los.

  • Pode e deve ser estudado, analisado e praticado em todos os aspectos fundamentais da vida, tais como: científico, filosófico, religioso, ético, moral, educacional e social.

• O Espiritismo respeita todas as religiões, valoriza todos os esforços para a prática do bem, trabalha pela confraternização entre todos os homens independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença ou nível cultural e social, e reconhece que "o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza".


• Toda a prática espírita é gratuita, dentro do princípio do Evangelho: "Dai de graça o que de graça recebestes".

O que revela?

• Revela conceitos novos e mais aprofundados a respeito de Deus,do Universo, dos Homens, dos Espíritos e das Leis que regem a vida.

• Revela, ainda, o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objetivo da existência terrena e qual a razão da dor e do sofrimento.

• Trazendo conceitos novos sobre o homem e tudo o que o cerca, o Espiritismo toca em todas as áreas do conhecimento, das atividades e do comportamento humanos.

• Pode e deve ser estudado, analisado e praticado em todos os aspectos fundamentais da vida, tais como: científico, filosófico, religioso, ético, moral, educacional, social.



 O estudo das obras de Allan Kardec é fundamental para o correto conhecimento da Doutrina Espírita